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| Biografias |
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| + Alessio Carbone, Primeiro Bailarino da Ópera Nacional de Paris |
Nascido em 1978 em Estocolmo, numa família de artistas, Alessio Carbone ingressou em 1991 na Escola de Dança da Scala de Milão e actuou, desde os 15 anos, em várias produções da companhia, começando a trabalhar em papéis de solista.
Em Julho de 1996 – um mês depois da obtenção do diploma – interpretou o papel de “Mandoline” em Romeu e Julieta (Kenneth MacMillan) e integrou em Setembro a Scala de Milão. Alessio Carbone realizou então o “Pas de Deux” do “Pássaro Azul” da Bela Adormecida (Rudolf Nureyev), “O Diabo” de Petrouchka (remontagem de Eugène Polyakov) e o “Pas de Trois” do Lago dos Cisnes (Rudolf Nureyev).
Integrando – após audição – o corpo de ballet da Ópera Nacional de Paris, como bailarino suplente em Setembro de 1997, Alessio Carbone interpretou durante a época o ”Pas de Deux” de Capriccio (George Balanchine) durante as noites “Jovens bailarinos da Ópera”, um dos “quatro amigos de Mercúcio” em Romeu e Julieta (Rudolf Nureyev), “O Palhaço” em Les Forains (Roland Petit) e dançou em The Vertiginous Thrill of Exactitude (William Forsythe) que integrou o repertório da Ópera.
Admitido na companhia em Julho de 1998, Alessio Carbone foi “Corifeu” em 2000 e “Segundo Bailarino” em 2001.
De 1999 a 2002, teve papéis em Giselle (versão clássica e versão de Mats Ek), Manon (Kenneth MacMillan), O Filho Pródigo (George Balanchine), Petrouchka (Mikhaïl Fokine), A Sagração da Primavera (Pina Bausch) e O Lago dos Cisnes (Rudolf Nureyev).
Participou também nas produções de Clavigo (Roland Petit – 1999) e Appartement (Mats Ek – 2000) e interpretou ‘Mercúcio’ em Romeu e Julieta (Rudolf Nureyev) em 2001.
Alessio Carbone foi promovido a “Primeiro Bailarino” em 30 de Dezembro de 2002, no Concurso anual de Ballet da Ópera.
Desde então, adicionou ao seu repertório o “Pas de trois” de Paquita (Pierre Lacotte), o ”Pas de Deux” dito do “balcão” com Elisabeth Maurin como parceira (na gala de homenagem a Rudolf Nureyev – 20 de Janeiro de 2003), Jóias (Esmeralda e Rubi), “O Ídolo dourado” em La Bayadère (em tournée no Japão) e “A Filha” no Mandarim Maravilhoso; Palais de cristal e Concerto Barocco (G.Balanchine), Un trait d’union (A.Prejlocaj), Doux mensonges (J.Kylian), Pavane (M. Kelemenis), o “Cigano” em Dom Quixote (R.Nureyev). “Basílio” em Dom Quixote com o Ballet Nacional de Marselha na versão de Pietragalla (Novembro de 2003) e na versão de Grigorovich no festival de Nureyev em Ufa, Rússia (Março de 2005).
Foi convidado pela Ópera de Roma para o papel de Romeu em Romeu e Julieta na versão revisitada por Carla Fracci (Julho de 2007) e para o papel de Peer Gyunt na produção “Peer Gyunt” de Renato Zanella (Novembro de 2007).
Foi convidado pelo Teatro Communale de Florença e Teatro Nacional de Talin na Estónia para o papel de “James” em La Sylphide de Bournonville. (Setembro e Novembro de 2007).
Foi convidado pelo Royal Danish Ballet para o papel de Príncipe no Quebra-Nozes na nova versão de Kenneth Greve (Dezembro de 2007) e para o papel de “Basílio” no Dom Quixote de Alicia Alonso (Janeiro de 2008).
Alessio Carbone foi galardoado com:
- O prémio do Rotary Club do melhor bailarino italiano em 1996.
- O prémio Leonide Massine pelo mérito em 1997 e pelo valor em 2006.
- O primeiro prémio, categoria clássica, e o prémio especial do júri pela sua interpretação em categoria moderna no Concurso internacional de Perugia em 1998.
- O prémio Danza e Danza 1999/2000.
- O prémio Tani 2005 das artes do espectáculo.
- O prémio Les Etoiles de Ballet 2000 em 2006.
- O prémio Ballet Star of the XXI Century em Nova York em 2005.
Participou na gala das Estrelas do século XXI no Lincoln Center de Nova York em Fevereiro de 2005 e na gala de homenagem a Fanny Hesler em Viena (Janeiro de 2004) e em Moscovo (Abril de 2005).
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| + Bernardo Sassetti, piano |
Nasceu em Lisboa em Junho de 1970. Iniciou os estudos de piano clássico aos nove anos com a professora Maria Fernanda Costa e, mais tarde, com o professor António Menéres Barbosa, e frequentou a Academia dos Amadores de Música.
Dedicou-se ao jazz, estudando com Zé Eduardo, Horace Parlan e Sir Roland Hanna.
Em 1987, começa a sua carreira profissional, com o quarteto de Carlos Martins e o Moreiras Jazztet; participa em inúmeros festivais com músicos tais como Al Grey, John Stubblefield, Frank Lacy e Andy Sheppard. Desde então, nos primeiros 15 anos de carreira, apresenta-se por todo o mundo ao lado de Art Farmer, Kenny Wheeler, Freddie Hubbard, Paquito D´Rivera, Benny Golson, Curtis Fuller, Eddie Henderson, Charles McPherson, Steve Nelson, integrado na United Nations Orchestra e no quinteto de Guy Barker com o qual gravou o CD “Into The Blue” (ed. Verve), nomeado para os “Mercury Awards 95 – Ten albums of the year”. Em Novembro de 1997, também com Guy Barker, gravou “What Love Is”, acompanhado pela London Philarmonic Orchestra e tendo como convidado especial o cantor Sting.
Como compositor, escreveu as suites “Ecos de África”, “Sons do Brasil”, “Mundos”, “Fragments (Of Cinematic Illusion)”, “Entropé” – para piano e orquestra, “4 Movimentos Soltos” – para piano, marimba e orquestra e “Concerto Dinâmico” – para 2 pianos e orquestra, entre muitas outras.
Das gravações editadas em seu nome registam-se as seguintes: “Salsetti” (1994); “Conrad Herwig + Trio Bernardo Sassetti – Live” (1995); “Mundos” (1996);”Nocturno” (2002, 1º Prémio Carlos Paredes); “Mário Laginha/Bernardo Sassetti” (2003); “Índigo” (2004), Livre (2004); “Grandolas” (2004, em Duo com Mário Laginha); “Ascent” (2005, 1º Prémio Carlos Paredes); “Banda Sonora do Filme Alice” (2005); “Unreal – Sidewalk Cartoon” (2006); “Banda Sonora da Peça de Teatro Dúvida” (2007) e “3 Pianos” (2008, CD e DVD, em Trio com Mário Laginha e Pedro Burmester).
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Camerata Senza Misura |
A Camerata Senza Misura é um ambicioso projecto que tem como objectivo reunir uma nova geração de músicos portugueses para a realização de programas de música de câmara.
Com uma formação ecléctica – inclui sopros, cordas e piano – este grupo executa obras com as mais diversas combinações, o que permite abrangência e flexibilidade no repertório de vários períodos da história da música.
O projecto iniciou-se em Novembro de 2002, no ciclo “Clarinete À Volta do Côa”. Nos XIV Encontros de Primavera, em Guimarães, a Camerata Senza Misura estreou a obra “Contrastes” de Luís Cipriano. Participou no ciclo “Os Dias da Nova Música Portuguesa”, em Condeixa-a-Nova, na “Box Music” no Centro Cultural de Belém e no “Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim”, entre muitos outros.
Em 2005, encomenda obras a diversos compositores portugueses de nomeada: Luís Tinoco, Victorino D’Almeida, Fernando Lapa, Sérgio Azevedo, Christopher Bochman, Carlos Azevedo, entre outros, passando o seu repertório a integrar música clássica e contemporânea.
Em 2006 o grupo integra o projecto “Retratos e Paisagens”, uma homenagem a Miguel Torga, promovido pela Delegação Regional de Cultura do Norte no âmbito das comemorações do centenário do nascimento do escritor, realizando concertos pelo país e também por Espanha.
São membros deste grupo:
Pedro Ribeiro – oboé
Nuno Pinto – clarinete
Pedro Silva – fagote
Bernardo Silva – trompa
Evandra de Brito Gonçalves – violino
Luís Norberto Silva – viola
Filipe Quaresma – violoncelo
António Augusto Aguiar – contrabaixo
Elsa Marques da Silva – piano
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Cappella della Pietá dei Turchini, ensemble |
Fundada em 1987 por Antonio Florio, a Cappella della Pietà de’ Turchini é formada por instrumentistas e cantores que se especializaram em tocar música napolitana dos séculos XVI a XVIII, apresentando compositores tão ilustres como Provenzale, Trabaci, Veneziano, Nola, Netti, Caresana e Sabino. Os programas únicos e a abordagem rigorosa das prácticas barrocas fizeram da Capella um dos principais ícones musicais de Itália e da Europa. O Ensemble tem sido convidado a actuar em vários eventos musicais, em Itália e fora: Festival Monteverdiano, em Cremona, Accademia Filarmonica Romana, Accademia di Santa Cecilia, em Roma, festivais em Versailles, Nancy, Nantes, Metz, Caen, Lisboa, Marselha, Ambronay, Utrecht, Festival de Otono de Madrid, Festival de Música Antiga, em Telavive, Schleswig Holstein Festival, Cité de la Musique, em Paris, Fundació La Caixa e Palau de la Musica de Barcelona, Teatro Lope de Vega, em Sevilha, Konzerthaus, em Viena, Théatre La Monnaie e Festival de Wallonie, em Bruxelas, Fondation Royaumont, Philarmonie, em Berlim. Recentemente, a Cappella della Pietà de’ Turchini levou ao palco “La colomba ferita” de Provenzale, no Teatro Arriaga, em Bilbau e o Teatro de la Zarzuela em Madrid, e “La finta cameriera” de Gaetano Latilla, em salas de ópera em Rennes, Paris e Lille. Esteve em Bergen, em Maio de 2001, e representou a cidade de Nápoles no Festival de Saint-Denis, em Junho de 2001, com duas produções, “Opera Buffa” e “La colomba ferita”, continuando a digressão por Estrasburgo, Halle, Corunha e Granada. O grupo actuou no Teatro Massimo, em Palermo, Ente Lirico de Cagliari, Teatro San Carlo de Nápoles, Teatro Comunale de Ferrara e o Teatro Ponchielli de Cremona. Gravou registos para a Radio France, BBC e rádios belgas, espanholas, alemãs e austríacas. Em 1998, a Cappella surgiu num documentário apresentado pela televisão belga e num filme integralmente dedicado à Ópera Buffa, para a companhia franco-alemã ARTE. O grupo tem estado particularmente activo a gravar em estúdio, com sete CD’s editados para a companhia bolonhesa Symphonia, todos com trabalhos nunca antes publicados e constantes no reportório Barroco Napolitano, que valeram dois prémios da crítica internacional: choc musique e o Prémio Vivaldi, da Fondazione Cini, em Veneza. Desde 1996, o grupo gravou com a reputada marca Opus 111-Naive, em Paris, com 13 CD’s editados na série Trésors de Naples. Os vários galardões internacionais incluem o Disco do Ano, em 1996, atribuído pelo “Le Monde”, o Prémio Vivaldi da Fondazione Cini, em Veneza, o Prémio Especial Franco Abbiati, da Associazione Nazionale Critici Musicali, em 1997 e o Diapason d’or para “Li Zite ’ngalera”, em 1999. |
| + Cesário Costa, Maestro |
Cesário Costa nasceu em 1970 e realizou os seus estudos musicais em Paris, onde concluiu o Curso Superior de Piano, e na Alemanha, onde completou com a nota máxima a Licenciatura e o Mestrado em Direcção de Orquestra na Escola Superior de Música de Würzburg, na turma do Prof. Hans-Rainer Förster. Em 1997, foi o vencedor do “III Concurso Internacional da Fundação Oriente” para Jovens Maestros. Nesse mesmo ano foi bolseiro do Festival de Música de Bayreuth.
Como maestro convidado, dirigiu a Royal Philharmonic Orchestra, a Orquestra Sinfónica de Nuremberga, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Nacional do Porto, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Remix Orquestra, o Ensemble für Neue Musik (Würzburg), a Arhus Sinfonietta (Dinamarca), a Orquestra Filarmónica da Macedónia, a Orquestra Filarmónica de Roma, a Filarmonia Sudecka (Polónia), a Filarmonia Rzeszów (Polónia), a Orquestra de Extremadura (Espanha), Orquestra Sinfónica de Liepaja (Letónia), o Plural Ensemble (Madrid), a Orquestra do Norte, a Filarmonia das Beiras, entre outras orquestras.
Apresentou-se também em Espanha, França, Andorra, Alemanha, Escócia, Bélgica, Inglaterra, Itália, Dinamarca, Macedónia, Polónia, Malásia e Brasil.
Participou em inúmeros Festivais de Música, de que se destacam o Festival de Música Atlantic Waves (Londres), Aberdeen (Escócia), Arhus (Dinamarca), Neerpelt (Bélgica), Dresden (Alemanha), Murcia (Espanha), Estoril, Sintra, Póvoa do Varzim, Espinho, Leiria, Mafra.
O seu repertório estende-se do barroco ao contemporâneo, incluindo mais de 40 obras em estreia absoluta. Colabora regularmente com o Teatro Nacional de S. Carlos, a Casa da Música (Porto), o Teatro da Trindade, o Teatro S. João, o Centro Cultural de Belém, a Fundação de Serralves, entre outras instituições.
É professor na Universidade Católica Portuguesa e prepara o doutoramento na Universidade Lisboa, sobre o Maestro Pedro de Freitas Branco.
Compromissos futuros incluem concertos em Londres, Brasil, Roménia, Polónia e Letónia.
Actualmente é Director Artístico da Orquestra do Algarve e dos Concertos Promenade do Coliseu do Porto e Maestro Titular da OrchestrUtopica.
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| + Christina Machado, directora artística CDPA |
Christina Machado é directora artística da Cia. de Dança Palácio das Artes (CDPA) desde 1999, na qual promove um reconhecido trabalho com bailarinos e criadores. Em 2004, dirigiu o projecto “Coreografia de Cordel”, que promoveu a conexão do grupo com a estética e o pensamento contemporâneos, integrando vídeo-artistas, escritores, um antropólogo, pesquisadores em dança e artistas plásticos com o processo de criação dos bailarinos.
Comissariou a primeira Mostra Vídeo-dança do Festival Internacional de Curtas-metragens de Belo Horizonte (2004). Ainda em 2004, concebeu e coreografou “MIRA!”, no Brasil - resultado da bolsa de intercâmbio cultural em Taipei (Taiwan) no ano de 2002.
Nesta obra, há uma proposta híbrida da composição musical brasileira e taiwanesa e da interpretação de uma bailarina brasileira e uma taiwanesa.
Para a CDPA, assinou, em 2002, a direcção coreográfica do espectáculo “Sonho de Uma Noite de Verão (fragmentos amorosos)”, dirigido por Gabriel Villela, e a direcção do espectáculo “Entre o Céu e as Serras” - 2000.
Em 2001, integrou a Comissão de Análise de Projectos para a Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Foi membro da Comissão para observação e análise de resultados do Festival Internacional de Curitiba, em 2000.
Entre 1989 e 1999 dançou na Cia. de Dança Palácio das Artes. Actuou profissionalmente, também, nos grupos Transforma e 1º Ato. A sua formação em dança é, essencialmente, moderna e contemporânea. Estudou nas Escolas Transforma (BH) e Corpo (BH) e em cursos livres de dança moderna e contemporânea promovidos em Belo Horizonte, Salvador e São Paulo.
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| + Christophe Duquenne, Primeiro Bailarino da Ópera Nacional de Paris |
Nascido em Dezembro de 1971, Christophe Duquenne ingressou na Escola de Dança da Ópera de Paris em 1981. Ali, ele completou os seus estudos e participou em tournées no Japão e nos Estados Unidos em 1988, onde dançou em papéis de solistas em Soir de fête (Léo Staats) e em Les deux pigeons (Albert Aveline).
Contratado para o corpo de ballet da Ópera em 1988, sob a direcção de Rudolf Nureyev, Christophe Duquenne foi “Quadrilha” em 1989, “Corifeu” em 1990” e foi promovido em 1993 a “Segundo Bailarino” no Concurso interno da Ópera.
Desde a sua entrada na companhia, Christophe Duquenne recebeu papéis do repertório clássico mas também dançou em ballets de coreógrafos tão diferentes como Roland Petit (Notre-Dame de Paris, Le Loup, Carmen), Twyla Tharp (As Time goes by, Push comes to shove), Jerome Robbins (The four seasons, Moves, En Sol, Glass Pieces, The Concert), George Balanchine (Theme and Variations, Capriccio, Palais de cristal), John Neumeier, Maurice Béjart (A Nona Sinfonia de Beethoven), Serge Lifar (Suite en blanc, Les Mirages, Icare), Harald Lander (Etudes), Bagouet (So Schnell) …
Christophe Duquenne participou nos “Jeunes Danseurs de l’Opéra” (Jovens Bailarinos da Ópera) e interpretou o “Pas de Six” de Napoli (August Bournonville) em 1990 e Dáfnis e Cloé (George Skibine) em 1993.
Como solista, participou em muitas produções de Rudolf Nureyev (La Bayadère, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, Raymonda, Romeu e Julieta, Dom Quixote), também dançou em Magnifical (John Neumeier), Agon (2º pas de trois), Jóias/Esmeraldas, Quatro Temperamentos, Serenade, Concerto Barocco e Libeslieder Walzer (George Balanchine), Suite en blanc (Serge Lifar), The Concert e The Four Seasons (Jerome Robbins), La Sylphide, remontagem de Pierre Lacotte, Giselle, Le Spectre de la rose (Mikhaïl Fokine), Coppélia (Patrice Bart) ou Bella Figura e Stepping Stones de Jiri Kylián.
Mais recentemente, Christophe Duquenne interpretou os papéis de “Désiré” em A Bela Adormecida, do “Professor de Dança” em Cinderela (Rudolf Nureyev), de “Des Grieux” e “Gaston Rieux” em A Dama das Camélias (John Neumeier) bem como “Pas/parts” de William Forsythe ou White Darkness de Nacho Duato.
Christophe Duquenne foi promovido a “Primeiro bailarino” a 20 de Dezembro de 2006, no Concurso anual de Ballet da Ópera.
Em tournée com a companhia, dançou no Japão, nos Estados Unidos, em Espanha, em Itália, na Grécia, na Alemanha, na Bélgica, na Rússia, na China…
Foi galardoado com o prémio do público Arop de 2002.
Fora da Ópera: Interpretou muitos ”Pas de Deux” do repertório com Ghislaine Fallou em França e participou em muitas tournées com Charles Jude, Gilbert Mayer (nos Estados Unidos), Jean-Yves Lormeau (em França), Olivier Patey (na América do Sul).
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| + Cia. de Dança do Palácio das Artes |
Fundada em 1971 pelo ex-bailarino do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Carlos Leite (1914-95), que deixou marcas na história da dança em Minas Gerais, a Companhia de Dança do Palácio das Artes (CDPA) ganha projecção nacional quando o seu fundador e coreógrafo profissionalizou bailarinos, através do ensino da técnica clássica. Há mais de 20 anos que o grupo se dedica a montagens de peças do repertório erudito e óperas produzidas pelo Palácio das Artes.
Actualmente, sob a condução de Christina Machado, a CPDA está sintonizada com as modernas linguagens da dança. No final da década de 90 intensificou o processo de criação do bailarino e de novos espectáculos, por reconhecidos coreógrafos convidados e do próprio grupo.
A CPDA utiliza a potencialidade criadora dos bailarinos, incentivando e promovendo a pesquisa em dança. O passado, assente no ballet clássico, deu lugar a uma nova trajectória de sucesso junto do público e da crítica.
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| + Dorothée Gilbert, Estrela do Ballet da Ópera Nacional de Paris |
Nascida em 1983 em Toulouse, França, Dorothée Gilbert começou a dançar em 1990 no Conservatório Nacional da sua região natal.
Entrou na Escola de dança da Ópera em 1995 e teve os seus primeiros papéis como solista em Les deux pigeons de Albert Aveline (papel da “cigana”), Yondering de John Neumeier (em 1999), Péchés de jeunesse (produção de Jean-Guillaume Bart), O pássaro de fogo de Mikhail Fokine (papel do pássaro) e Sete danças gregas de Maurice Béjart (em 2000).
Contratada para o corpo de ballet da Ópera Nacional de Paris em Setembro de 2000, foi promovida a “Corifeu” em 2002 e a “Segunda Bailarina” em 2003.
Desde a sua entrada na companhia, participou nos espectáculos “Jeunes Danseurs de l’Opéra” (Jovens Bailarinos da Ópera) em 2001 e 2003, recebeu papéis em várias produções de Rudolf Nureyev (o “Pas d’action” em La Bayadère, a “Dama de honor” em Dom Quixote ou a “dança húngara” no Lago dos Cisnes), foi escolhida por Edouard Lock para a sua produção AndréAuria (2002), dançou o ”Pas de Deux” “dos camponeses” em Giselle (2003) e interpretou papéis de solista na Sinfonia em dó (4º movimento), Concerto Barocco, Liebeslieder Walzer e Esmeraldas (George Balanchine), (Harald Lander), “Pas/parts” (William Forsythe) e O zlozony / O composite (Trisha Brown – produção de 2004).
Desempenhou também os papéis de “Effie” em La Sylphide (Pierre Lacotte), de “Chefe dos Bandidos” em Carmen (Roland Petit), de “Kitri” em Dom Quixote (Rudolf Nureyev), de “Primavera” em Cinderela e realizou o “pas de trois” do Lago dos Cisnes (Rudolf Nureyev).
Promovida a “Primeira bailarina” a 22 de Dezembro de 2005 no Concurso anual de Ballet da Ópera, Dorothée Gilbert participou desde então em: Artifact Suite e The Vertiginous Thrill of Exactitude de William Forsythe, o papel de “Gamzatti” em La Bayadère (Rudolf Nureyev), o papel principal de Paquita (Pierre Lacotte), “Manon” em A Dama das Camélias (John Neumeier) e “Lise” em La Fille mal Gardée (Frederick Ashton) e também na produção de Genus de Wayne McGregor.
Durante as tournées oficiais da Companhia, Dorothée dançou nos Estados Unidos (São Francisco, Los Angeles / Abril – Maio de 2001), no Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília / Junho de 2002), na China (Pequim, Shanghai / Setembro de 2005) e no Japão (Tóquio / Abril de 2006), entre outros.
No final da representação do Quebra-Nozes de Rudolf Nureyev – onde tinha pela primeira vez o papel de Clara – na segunda-feira 19 de Novembro de 2007, Dorothée Gilbert foi nomeada Estrela da Ópera Nacional de Paris.
Recebeu o prémio AROP da Dança em 2003, e também o prémio Cercle Carpeaux em 2004 e o prémio Leonide Massine (Positano / Itália) em 2006.
Fora da Ópera: Dança com o grupo de Manuel Legris na Arena de Nimes (1º festival da dança clássica – 2001), em galas Grande Motte, França, e no Japão (2002).
Foi escolhida por José Martinez para a produção de La Favorite (2002), apresentada em Vevey (Suíça), Valência (Espanha) e Roissy (França).
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| + Elsa Marques Silva, piano |
Elsa Marques Silva é natural do Porto. Iniciou os estudos musicais aos seis anos na Academia de Música de Vilar do Paraíso. Bacharel da Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto, foi aluna de Pedro Burmester. Concluiu em 2000 o mestrado na Hartt School of Music da Universidade de Hartford, E.U.A., onde trabalhou com o professor Luíz de Moura Castro.
Frequentou masterclasses internacionais sob a direcção de professores como Helena Sá e Costa, Dmitri Paperno, Vitalij Margulis, Boris Berezowsky, Tânia Achot, Nina Svetlanova, e Peter Eicher, entre outros.
É laureada em diversos concursos nacionais, designadamente no “Concurso de Piano da Covilhã” (1º prémio). Internacionalmente possui o galardão “Concerto Awards-1988 International Music Academy Piano Program” - Kromeriz, República Checa, foi finalista do “Emerson Quartet Competition”, e obteve o 2º prémio no Concurso “Young Artist Piano Competition”, Connecticut, E.U.A.
Tocou como solista com a Orquestra Nacional do Porto, Orquestra do Norte e a Remix – Orquestra de jovens, colaborando com Maestros como Meir Minsky, Ferreira Lobo, Nicholas Kok e Jean-Marc Burfin. Realizou inúmeros recitais, tanto a solo como em formações de câmara, em Portugal Espanha, Estados Unidos da América e Brasil. Gravou para a Numérica e para a RDP. É artista convidada do Remix-Ensemble Casa da Música e membro da Orchestrutópica. Colabora com a Orquestra Nacional do Porto. Foi bolseira da Hartt School of Music e do Evelyn Bonar Storrs Scholarship Fund.
Actualmente é docente na Academia de Música de Vilar do Paraíso e na Escola Municipal de Música da Póvoa do Varzim.
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| + Evandra de Brito Gonçalves, violino |
Evandra de Brito Gonçalves nasceu em Viana do Castelo, em 1979, e iniciou os estudos musicais na Academia de Música da cidade aos sete anos.
Aluna do professor Alberto Gaio Lima, durante vários anos, foi admitida em 1993 na Escola Superior de Música do Porto, onde terminou o Bacharelato com 20 valores a instrumento, na classe da professora Zofia Woycicka. Posteriormente, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e do Ministério da Educação, ingressou na Northwestern University (EUA), onde estudou com Gerardo Ribeiro, obtendo o Mestrado em 1999 e o “Certificate in Violin Performance” em 2000. Simultaneamente, foi também assistente do professor Gerardo Ribeiro naquela universidade. Já em 2001, concluiu o “Advanced Sudies Degree” na University of Southern California, como aluna de Robert Lipsett. Participou em master classes com Zakhar Bron, Gerardo Ribeiro, Anibal Lima, Almita Vamos, Isaac Stern e Augustin Leon Ara. Participou em estágios da Orquestra de Jovens da União Europeia, de 1993 a 1997.
Foi premiada em vários concursos, entre os quais o segundo e primeiro prémios no “Concurso Juventude Musical Portuguesa” (1990 e 1992, respectivamente); Prémio “Northwestern Concerto Competition” (1998); Prémio “Northwestern Camber Music Competition” (2000) e “USC Concerto Competition” (2001).
Solista com a Orquestra Sinfonietta, Orquestra Clássica do Porto, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Nacional do Porto e NU Symphonie Orchestra, participou na gravação integral das obras de Música de Câmara do compositor Vitorino d´Almeida para a Editora Numérica.
Desde 2002 lecciona as disciplinas de violino, música de câmara e repertório orquestral na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo e na Artave. É, actualmente, membro do naipe de primeiros violinos da Orquestra Nacional do Porto.
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| + Filipe Quaresma, violoncelo |
Nasceu em 1980 na Covilhã e iniciou os estudos em violoncelo aos 12 anos na Escola Profissional de Artes da Beira Interior com o Prof. Rogério Peixinho.
Frequentou Master Classes com: Eliaz Arizcuren, Márcio Carneiro, Robert Cohen, Anssi Karttunen, Colin Carr, Jian Wang e Zara Nelsova. Foi membro da Orquestra de Jovens da União Europeia entre 1997 - 2000. Em 1998 obteve uma bolsa de estudo da Royal Academy of Music em Londres para trabalhar com David Strange. Frequenta em 2002-2003 o Postgraduate Diploma com os Prof. David Strange e Mats Lindstrom, tendo terminado com o prestigiado diploma da Royal Academy of Music. Foi violoncelista dos Solistas da Royal Academy of Music onde trabalhou regularmente com a violinista Clio Gould.
Foi premiado em vários concursos nacionais, como o 1º prémio no concurso “Prémio Jovens Músicos da RDP 1996” (Nível Médio), entre outros. Internacionalmente, obteve em Londres o “Norah Mary Turner Trust Award” “Sir Arthur Bliss Prize”, “Foundation Award”, “S&M Eyres Scholarship”, “Guilhermina Suggia Scholarship” e Bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.
Como solista tocou com a Orquestra Sinfónica Juvenil Portuguesa, Orquestra Sinfónica Portuguesa e Orquestra Internacional do Luxemburgo. Em Setembro de 2002 teve um recital no "Open Day House" do Wigmore Hall em Londres, e em Maio de 2003 é convidado para para fazer um recital em St. James Piccadilly.
Tem sido artista convidado no Remix-Ensemble, London Sinfonietta, Tokyo Ensemble, Orquestra Cidade de Granada e London Symphony Orchestra.
É professor de violoncelo na Escola Profissional de Artes da Beira Interior.
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| + Florian Magnenet, Segundo Bailarino do Ballet da Ópera Nacional de Paris |
Nascido em 1981, Florian Magnenet começou a dançar aos 10 anos.
Concluiu os seus estudos na Escola de Dança da Ópera, que integrou em 1993, participou nas tournées (Japão, Estados Unidos) e nos espectáculos realizados pela Escola: dançou em O Baile dos Cadetes (David Lichine) em 1998 e em Yondering (John Neumeier) em 1999, entre outros.
Contratado pelo corpo de ballet da Ópera de Paris em Setembro de 1999, recebeu muitos papéis em produções do repertório apresentadas pela Companhia: Giselle (segundo Jean Coralli e Jules Perrot, com remontagem de Patrice Bart e Eugène Polyakov), O Lago dos Cisnes, Dom Quixote, Quebra-Nozes, Raymonda, Cinderela (Rudolf Nureyev), Clavigo e Notre-Dame de Paris (Roland Petit), Sylvia (John Neumeier), La Sylphide e Paquita (Pierre Lacotte), Coppélia (Patrice Bart), Jewels/Jóias (George Balanchine) … bem como Perpetuum (Ohad Naharin – entrada no repertório) e Nosfératu (criação de Jean-Claude Gallotta).
Com os “Jeunes Danseurs de l’Opéra » (Jovens Bailarinos da Ópera), interpretou o ”Pas de Deux” do “Cisne Branco” extraído do acto II do Lago dos Cisnes de Rudolf Nureyev (em 2001), o “Adágio da Rosa” da Bela Adormecida (Rudolf Nureyev) e a estreia na Ópera de Mi Favorita de José Martinez (em 2003).
Promovido a “Corifeu” em 2002, Florian Magnenet recebeu o prémio Cercle Carpeaux de 2003. Foi promovido a “Segundo Bailarino” em Dezembro de 2004 no Concurso de Ballet da Ópera Nacional de Paris e recebeu o prémio AROP.
Desde então, interpretou um dos “Quatro Príncipes” em A Bela Adormecida, “Paris” em Romeu e Julieta, “Actor Vedeta” em Cinderela, “Escravo” em La Bayadère e “dança espanhola” do Lago dos Cisnes (Rudolf Nureyev), “Endymion” em Sylvia (John Neumeier), os papéis principais em Apollo e Diamantes (George Balanchine) e “Lucien” em Paquita.
Recebeu também um papel na primeira produção de Amovéo (Benjamin Millepied – 2006) e em Romeu e Julieta (Sasha Waltz – 2007).
Participou ainda nas tournées oficiais do Ballet da Ópera no Japão, no Brasil, em Itália (Milão), na China e na Austrália (Sydney).
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| + Hugo Ribeiro |
Nasceu em Lisboa em 1983 e iniciou os estudos musicais no Conservatório de Música D. Dinis em Odivelas, concluindo aí o Curso Secundário de Piano em 2005. Terminou o curso de composição em 2005 na Escola Superior de Música de Lisboa onde estudou com Luís Tínoco, António Pinho Vargas e Christopher Bochmann, entre outros. Em 2007 concluiu o mestrado em composição na Royal Academy of Music em Londres onde teve como professores os compositores Simon Bainbridge e Paul Patterson.
Nesta instituição foi galardoado com os prémios “Lena Pritchard Green Award” e “Ismena Holland Award” e ali trabalhou com os compositores Sir Peter Maxwell Davies, Martin Bresnick, David Sawer e Bent Sørensen e com os agrupamentos COMA ensemble, BBC Singers e Royal Academy Soloists.
Participou em Master Classes de piano com Vladimir Viardo, Helena Sá e Costa e Vitali Dotesenko, bem como em cursos de composição com Emmanuel Nunes, Salvatore Sciarrino, Philippe Hurel, John Chowning, entre outros.
Em 2004 frequentou os cursos de verão de Darmstadt e um curso de Direcção de Orquestra pelo maestro Jean Sébastien Béreau.
Em 2004, 2006 e 2007 foi seleccionado para o “Workshop Gulbenkian para Jovens Compositores Portugueses”, onde as suas peças “Mensagem – Homenagem”, “Impromptu” e “In memoriam” foram estreadas pela Orquestra Gulbenkian, conduzida pelo maestro Guillaume Bourgogne.
De outras apresentações públicas da sua música, destaca-se a execução de “5 Bagatelas” para oito instrumentos incluída no Festival Música Viva 2005, interpretada pelo Grupo de Música Contemporânea da ESML, dirigida por Christopher Bochmann; a estreia de “Echoes” para 15 instrumentos no Foyer do Queen Elisabeth Hall (Londres) por solistas da London Sinfonietta e da Royal Academy of Music, dirigida por Christopher Austin; e a estreia da peça “Letter for Kundera” no Festival de Spitalfields (Londres) pelo Manson Ensemble, sob a direcção do maestro suíço Baldur Brönniman.
Obteve o 1º Prémio na Classe I no “V Prémio Instrumental do Conservatório D. Dinis/Município de Odivelas” (2002) e Menções Honrosas no “Prémio de Composição ESMAE / Casa da Música” (2003), entre outros.
É bolseiro do Centro Nacional de Cultura desde 2006 (“Bolsa Jovens Criadores”) sendo financiado pela CCCU Studentship.
Actualmente está a fazer o doutoramento na Canterbury Christ Church University, orientado pelos Profs. Paul Max Edlin e Paul Patterson. Paralelamente exerce funções docentes no Instituto de Música Vitorino Matono, leccionando a disciplina de Análise e Técnicas de Composição.
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| + I-Hsuan Tsai, piano |
Concluiu o seu bacharelato em Piano na Universidade de Indiana; o mestrado em Piano e Fagote também na Universidade de Indiana; e posteriormente o Doutoramento em Piano no College-Conservatory of Music da Universidade de Cincinnati.
Actualmente professora-assistente no VanderCook College of Music, I-Hsuan Tsai chegou aos Estados Unidos da América em 1993, não só como pianista, mas também fagotista. Recebeu o Bacharelato em Música em 1996, e o grau de Mestre de Música em piano e fagote na Universidade de Indiana, em Bloomington, em 1999. Fez o doutoramento em Artes Musicais em piano na Universidade de Cincinnati, College-Conservatory of Music (UC, CCM), onde também participou no departamento preparatório da CCM, como membro da faculdade.
Uma concertista activa de piano, Tsai foi pianista residente do Aspen Music Festival e do Musicorda Music Festival, tendo também dado aulas e actuado, enquanto membro da faculdade, no Festival de Música de Curitiba. Nos tempos mais recentes, deu um concerto com a orquestra de cordas Highland Park Strings, integrou um recital no Kennedy Center e na Ravinia Rising Star Series; uma digressão de música de câmara pela China; o concerto de abertura do America Film Festival, no México; participação em recitais no Dame Myra Hess Memorial Concert Series, séries de concertos Fazioli, e actuações ao vivo no WFMT de Chicago. Também actua em muitos colégios e universidades, incluindo recitais na Universidade Roosevelt, Mostly Music Chamber Music Series na Northeastern Illinois University, Coastal Carolina Community College, na Carolina do Norte, e na Universidade do Nebraska, em Kearney. É uma das fundadoras de um novo grupo de câmara, o Momento Virtuosi, cujo primeiro concerto teve lugar em Junho de 2006 |
| + Ivan Monighetti, violoncelo |
Ivan Monighetti, descrito por Krzysztof Penderecki como um “violoncelista fenomenal”, foi o último aluno de Mstislav Rostropovich, no Conservatório de Moscovo. Foi galardoado em várias competições internacionais, como a Tchaikovsky de 1974, e, desde então, a sua carreira levou-o a viajar por toda a Europa, América e Japão. Participou em muitos festivais importantes, como o Festival Ravinia, Berliner Festwochen, o Festival de Música de Câmara de Santa Fé, o Festival de Música de Schleswig Holstein, o Festival Argerich, e nos concertos da Holland Music Session.
Enquanto solista, actuou com algumas das principais orquestras e maiores maestros do Mundo, como a Berlin Philharmonic, com o maestro Krzysztof Penderecki, a Leipzig Gewandhaus, orientada por Kurt Masur, a Orquestra Gulbenkian, dirigida por Muhai Tang, e a Filarmónica de Moscovo, com o maestro Mstislav Rostropovich. As participações fantásticas de Ivan Monighetti em muitos festivais musicais trouxeram-lhe enorme reputação como uma das figuras de proa na música. O seu CD “XXth Century Music for Cello Solo”foi considerado o Melhor Disco do Ano, Diapason d'or. Está constantemente a alargar os seus horizontes musicais, fruto do seu trabalho com compositores contemporâneos como Penderecki, Xenakis, Dutilleux, Knaifel, Schnittke, Tan Dun, Gubaidulina, Silvestrov e Ali-Zadeh. Muitas obras escritas para eles integram agora o reportório para violoncelo.
Ivan Monighetti também é altamente respeitado pelo seu vasto domínio nas interpretações dos séculos XVIII e XIX, sendo director e fundador do Festival de Moscovo. Colaborou com músicos como Anner Bylsma, Nancy Argenta, Simon Standage, Ronald Brautigam, Wieland Kuijken e Alexei Lubimov. Tem agora uma carreira variada, enquanto solista de violoncelo e maestro de reputação internacional. Em 1998, teve uma estreia auspiciosa no Haydn Festival, de Inglaterra, na condução da Nelson Mass de Haydn, e, em 1999 e 2000 voltou a ser convidado como maestro principal. Com a sua nova orquestra Camerata Boccherini, passou pela Polónia, Holanda, França, Estónia e Rússia. Em 2003, Ivan Monighetti tocou no prestigiado Festival Martha Argerich, no Japão, e tocou a estreia mundial do Cello Concerto, por Frangiz Ali-Zadeh com Muhai Tang e Mario Venzago, bem como o concerto Concerto Grosso para 3 violoncelos, de Penderecki, conduzido pelo autor. A gravação do seu CD 6 Solo Suites por J.S. Bach recebeu o prémio Frederic de 2003. No mesmo ano, actuou com grande sucesso no Viva Cello Festival, na Suíça. Ivan Monighetti, que surgiu na televisão suíça em Ritratto a Monighetti e Monighetti: Storie di famiglia, gravou em Erato, Harmonia Mundi, Chant du Monde, Orfeo, Berlin Classics, Wergo, DUX.
Ivan Monighetti é professor de violoncelo na Academia de Música de Basileia, na Suíça. É professor convidado no Conservatório de Moscovo e no Colégio de Música Reina Sofia, em Madrid. Foi juri das competições mais prestigiadas, como a prova J.S. Bach, em Leipzig, e tem realizado master classes em todo o Mundo.
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| + Josua Hoffalt, Segundo Bailarino do Ballet da Ópera Nacional de Paris |
Nascido em 1984 no sul da França, começou a estudar a dança aos oito anos no conservatório de Marignane. Após dois anos, ingressou no “Studio Ballet”, escola privada de Colette Armand, em Marselha.
Em 1998, entrou com catorze anos para Escola de Dança da Ópera Nacional de Paris.
Participou nos espectáculos anuais e dançou os seus primeiros papéis de solista em 2002 em Western Symphony (segundo movimento) de George Balanchine, La Fille mal Gardée (papel de “Colas”) de Claude Bessy, e, em tournée, o “Pas de Deux” de Dessin pour Six (John Taras) e Péchés de jeunesse (Jean-Guillaume Bart).
Participou também em várias tournées da Escola em Itália (2000), na Áustria (2001) e nos Estados Unidos (2002).
Contratado pelo corpo de ballet da Ópera Nacional de Paris em Julho de 2002, participou desde então em várias produções do repertório: O Lago dos Cisnes, La Bayadère e Dom Quixote, Cinderela de Rudolf Nureyev, Sylvia de John Neumeier, Jóias de George Balanchine, Giselle (segundo Jean Coralli e Jules Perrot), Clavigo de Roland Petit, Ivan, o Terrível de Iouri Grigorovitch, Suite en blanc de Serge Lifar, Etudes de Harald Lander…
Como solista, dançou em Javotte, criação de Jean-Guillaume Bart (Espectáculo Jovens Bailarinos – 2003) e em Delibes Suite de José Martinez (Espectáculo Jovens Bailarinos – 2006).
Recebeu o papel de “Pas de Deux” dos Escoceses de La Sylphide (Pierre Lacotte) em Junho de 2004, e interpretou um dos “Quatro Príncipes” da Bela Adormecida de Rudolf Nureyev (Dezembro de 2004).
“Corifeu” em 2003, foi promovido a “Segundo Bailarino” a 23 de Dezembro de 2004, no Concurso anual de Ballet da Ópera Nacional de Paris.
Desde então interpretou, entre outros, os papéis de “Paris” em Romeu e Julieta (Rudolf Nureyev) em 2005 e “Gaston Rieux”’ em A Dama das Camélias (John Neumeier) em 2006.
Nos espectáculos “Bailarinos – Coreógrafos – 2006” da Ópera Nacional de Paris, teve o papel de um dos três solistas da obra de Samuel Murez, Epiphénomènes.
Recentemente participou em Romeu e Julieta (criação de Sasha Waltz – 2007) e teve papéis em “Os Chineses” e a “Dança Árabe” em Quebra-Nozes (Rudolf Nureyev).
Em tournée com a Companhia, dançou na China, na Grécia, no Japão e em Itália.
Em 2004, Josua Hoffalt foi laureado do Concurso Internacional de Dança de Varna (medalha de prata da categoria júnior) e recebeu o prémio Cercle Carpeaux.
Fora da Ópera: Dançou com o grupo de José Martinez (Canárias 2005).
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| + Kader Belarbi, Coreógrafo e Bailarino Principal do Ballet da Ópera Nacional de Paris |
Ingressou na Escola de Dança da Ópera em 1975 e foi contratado aos 18 anos pelo corpo de ballet (1980).
“Corifeu” em 1984 e “Segundo Bailarino” no ano seguinte, Belarbi foi o “Eleito” em A Sagração da Primavera (Maurice Béjart), o “Jovem” de Mirages (Serge Lifar), o “Rothbart” do Lago dos Cisnes e “Abderam” em Raymonda (Nureyev), “Frollo” e “Quasímodo” em Notre-Dame de Paris (Roland Petit).
Promovido a “Primeiro bailarino” em 1988, dançou O Filho Pródigo (George Balanchine), A Tarde de um Fauno (Nijinski), In the Night (Jerome Robbins), a “Espada” em Dom Quixote (Nureyev).
No fim da representação da Bela Adormecida (Nureyev) – a 19 de Dezembro 1989 – no papel do Pássaro Azul, foi promovido a “Bailarino Principal”.
Desde então, adicionou ao seu repertório as obras de Balanchine, Lifar, Robbins que a Ópera realiza, Giselle, O Lago dos Cisnes (versão de Bourmeister e de Nureyev), Petrouchka (Fokine), Le Tricorne (Massine), Manon (MacMillan), Le Jeune homme et la Mort, Carmen, Le Rendez-vous, Le Loup, Camera Obscura (Roland Petit), Vaslaw, Quebra-Nozes, Sylvia (Neumeier), Romeu e Julieta, La Bayadère, Quebra-Nozes (Nureyev), a Giselle de Mats Ek, Allegro Brillante, Violin Concerto, Jóias (Georges Balanchine), The four Seasons, Dances at a Gathering (Jerome Robbins), A Nona Sinfonia de Beethoven e Le Concours (Maurice Béjart) Fall River Legend (Agnès de Mille), Bella Figura (Jirí Kylián), Un trait d’union (Angelin Prejlocaj), Orphée et Eurydice (Pina Bausch), Air (Saburo Teshigawara).
Kader Belarbi interpretou entre outros Fantasia Semplice (Dominique Bagouet - 1986), Leçons de ténèbres (Maguy Marin - 1987), Magnificat (Neumeier - 1987), Attentat poétique (Daniel Larrieu - 1992), Sélim (Michel Kelemenis -1995), Eja Mater (Jean Grand-Maître - 1997), Signes (Carolyn Carlson – 1997), Rhapsody in Blue (Odille Duboc – 1998), Pas/parts (William Forsythe – 1999), Réversibilité (Michel Kelemenis – 1999), Appartement (Mats Ek – 2000) e Bach Suite II (Lancelot / Belarbi - 2003).
Kader Belarbi é também coreógrafo e é o autor de mais de vinte coreografias, entre as quais Giselle et Willy (1991), Salle des pas perdus (1997), Os Saltimbancos (1999), livremente inspirado do quadro “Família de Saltimbancos” de Picasso, Les Liens de tables para os Ballets du Rhin (2001), Wuthering Heights (2002) para o Ballet da Ópera de Paris, Les Epousés (2004) para Nicolas Leriche e Wilfried Romoli e Bach Suite 2 com Francine Lancelot (2004). Criou recentemente O Monstro e a Bela (2005) para os Grands Ballets Canadiens de Montreal. Durante os Jogos Olímpicos Asiáticos, em Novembro de 2006, em Doha, criou um Fashion Show, como coreógrafo e realizador, com o seu cúmplice Olivier Massart, de “Mode en images”, e criou a coreografia e a realização da cerimónia de abertura da taça do mundo de rugby (07 de Setembro de 2007).
Concebeu a peça Entrelacs para o Ballet Nacional da China (Maio de 2007) e consagra a revisão do Mandarim Maravilhoso para o Ballet do Grande Teatro de Genebra (Junho de 2007).
Recebeu o prémio Arop 1988, o prémio Nijinski em 1989 e o prémio da criação artística 2004 (fórum do sucesso).
Foi distinguido Cavaleiro das Artes e das Letras (1994) e Cavaleiro da Ordem Nacional do Mérito (2001) e Oficial da Ordem Nacional do Mérito (2006).
“Emocionante nas suas revoltas onde afronta o Destino, animal perseguido ou homem ferido, Kader Belarbi é um intérprete vibrante, formidável pela sua energia e sua presença. Os príncipes do repertório parecem ser demasiados frágeis para ele, ele que precisa de papéis à medida do seu talento”
(Le Nouvel Observateur)
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| + Laura Hecquet, Segunda Bailarina do Ballet da Ópera Nacional de Paris |
Nascida em 1984, Laura Hecquet começou a dançar aos 6 anos, em Dunquerque, França.
Após seis anos de estudos no Conservatório Nacional Regional (CNR) de Paris, foi galardoada, por unanimidade do júri, com o primeiro prémio, o que lhe permitiu candidatar-se à Escola de Dança da Ópera Nacional de Paris, que integrou directamente a segunda divisão (Setembro de 2000).
Assim, participou nos espectáculos anuais: La Fille mal Gardée (Claude Bessy), Coppélia (Arthur Saint-Léon, remontagem de Pierre Lacotte), Yondering (John Neumeier) e dançou os seus primeiros papéis de solista em Péchés de jeunesse (Jean-Guillaume Bart), Western Symphony (George Balanchine) e Suite de danses (Yvan Clustine, dirigida por Claude Bessy).
Contratada pelo corpo de ballet da Ópera em Julho de 2002, participou desde então nas produções do repertório apresentadas pela Companhia: O Lago dos Cisnes, La Bayadère e Dom Quixote (Rudolf Nureyev), Sylvia (John Neumeier), Jóias, Sinfonia em dó, Quatro Temperamentos e Serenade (George Balanchine), Giselle (segundo Jean Corralli e Jules Perrot), O Mandarim Maravilhoso (Maurice Béjart), Etudes (Harald Lander) …
Em 2003, Jean-Guillaume Bart escolhe Laura Hecquet para ser uma das intérpretes de Javotte, ”Pas de Deux” criado para as “Noites Jovens Bailarinos da Ópera de Paris” e oferece-lhe o papel da bailarina na coreografia que produziu para a ópera Capriccio de Richard Strauss, realizada por Robert Carsen (Palais Garnier – Junho de 2004).
Em 2004, Laura Hecquet recebeu um papel no “Pas de deux Escocês” de La Sylphide (Pierre Lacotte) e interpretou três das fadas (1ª, 3ª e 6ª) bem como o ”Pas de Cinq” de “Pedras Preciosas” em A Bela Adormecida (Rudolf Nureyev).
De “Corifeu” em 2004, passa a “Segunda Bailarina” em 22 de Dezembro de 2005, noConcurso anual de Ballet da Ópera.
Desde então, interpretou um dos “Quatro grandes Cisnes” do Lago dos Cisnes, a “1ª variação” e a “solista indiana” em La Bayadère, o “inverno” em Cinderela (Rudolf Nureyev), Diamantes/Jóias (George Balanchine) durante os espectáculos “Jovens Bailarinos”, “Manon” em A Dama das Camélias (John Neumeier), “Thème varié” e “La Sieste” em Suite en blanc de Serge Lifar, “Mirtha”, “Pas de Ddeux” dos Vindimadores e uma das “duas Willis” em Giselle, “Pas de Deux” branco em Proust ou les intermittences du cœur de Roland Petit, “Dona Serafina” em Paquita (Roland Petit). Participou também na estreia de Genus (Wayne McGregor – 2007).
Em Outubro de 2006, recebeu, com apenas uma semana de intervalo, o prémio do público Arop e o prémio Cercle Carpeaux.
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| + Mário Laginha, piano |
A sua “casa” é o jazz, mas não se encerra lá dentro. Na sua música encontramos um pouco de quase tudo, porque não fecha as portas a quase nada. A sua carreira é construída ao lado de outros músicos, de uma forma constante e intensa. Eis uma das excepções: o disco a solo, “Canções e Fuga”, de 2006, seguindo o esquema dos prelúdios e fugas de Bach. Sem revivalismos: as suas composições têm uma sonoridade contemporânea, inspirada, notoriamente complexa.
O duo privilegiado com a cantora Maria João resulta num dos casos mais consistentes e originais da actual música portuguesa com uma dezena de discos e participação em alguns dos mais importantes festivais de Jazz do mundo: Festival de Jazz de Montreux, Festival do Mar do Norte, Festival de Jazz de San Sebastian, Festival de Jazz de Montreal....
Já com Bernardo Sassetti é partilhado o mesmo instrumento, uma formação pouco frequente no jazz, que ganha com o facto de ambos construírem um universo único, à volta das suas composições. Juntaram-se pela primeira vez em 1998 e gravaram desde então dois álbuns.
Quanto ao Trio de Mário Laginha com o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Alexandre Frazão é talvez a formação mais próxima do jazz, num estilo não convencional, cuja mais recente gravação em estúdio, “Espaço”, faz a ponte entre dois conceitos e ambientes: a música e a arquitectura.
Com mais de 20 anos de carreira, foi um dos fundadores, em 1984, do Sexteto de Jazz de Lisboa e criou o Decateto de Mário Laginha (1987). A sua personalidade musical era já muito evidente no disco “Hoje” (1994) – o primeiro que assinou.
Uma sólida formação clássica – fez o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional (terminado com a classificação máxima) – deu-lhe ferramentas para evoluir como intérprete e compositor e uma identidade própria. Isso permite-lhe escrever para formações tão diversas como a Big Band da Rádio de Hamburgo, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Filarmónica de Hannover, o Remix Ensemble, o Drumming Grupo de Percussão e a Orquestra Nacional do Porto. Compõe também para cinema e teatro.
Com grande criatividade, enorme solidez rítmica e imensa riqueza harmónica e melódica, Mário Laginha tem estado ao lado, no palco ou em estúdio, de músicos excepcionais, como Wolfgang Muthspiel, Trilok Gurtu, Gilberto Gil, Lenine, Armando Marçal, Ralph Towner, Manu Katché, Django Bates, entre muitos outros.
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| + Muriel Zusperreguy, Primeira Bailarina da Ópera Nacional de Paris |
Nascida em 1977, Muriel Zusperreguy ingressou na Escola de Dança da Ópera em 1988.
Completou os seus estudos, foi em tournées (Estados Unidos e Grécia) e participou nos espectáculos anuais da Escola: Divertimento (Violette Verdy) e La Fille mal Gardée (Claude Bessy, segundo a versão de Dimitri Romanoff) em 1993, Play Back (Claude Bessy – nova versão) e M pour B (Maurice Béjart) em 1994.
Desde a sua entrada para o corpo de ballet da Ópera de Paris, Muriel dançou as grandes obras do repertório clássico e contemporâneo: Giselle (Jean Coralli e Jules Perrot), O Lago dos Cisnes, La Bayadère, Dom Quixote, Cinderela (Rudolf Nureyev), Etudes (Harald Lander), La Sylphide (Pierre Lacotte), Les Sylphides, Petrouchka (Mikhail Fokine), Suite en blanc (Serge Lifar), Le Palais de Cristal, Serenade, Violin Concerto, Capriccio e Esmeraldas (George Balanchine), Fall River Legend (Agnès de Mille), Coppélia (Patrice Bart), Sylvia, O Sonho de uma Noite de Verão e A Dama das Camélias (John Neumeier), Temptation of the moon (Martha Graham), Glass Pieces (Jerome Robbins), A Sagração da Primavera (Pina Bausch), Manon (Kenneth MacMillan), Noces (Bronislava Nijinska), Carmen (Roland Petit).
“Corifeu” em 1999, passa a “Segunda Bailarina” em 2001.
Por muitas vezes os coreógrafos convidados repararam nela (principalmente os coreógrafos de expressão contemporânea), e Muriel Zusperreguy dançou nas estreias de Parc (1994) e de Casanova (1998) de Angelin Preljocaj, Orison (Pierre Darde - 1999), Clavigo (Roland Petit - 1999), Réversibilité (Michel Kelemenis - 1999), Yamm (Lionel Hoche - 2000), A Pequena Bailarina de Degas (Patrice Bart – 2003), bem como em novas montagens: Variations d’Ulysse de Jean-Claude Gallotta (1998), L’Arlésienne de Roland Petit (2002), Giselle de Mats Ek (2004), Signes de Carolyn Carlson, ou as entradas no repertório de Glacial Decoy de Trisha Brown (em 2003) e de White Darkness de Nacho Duato (em 2006).
Solista em Appartement (Mats Ek – estreia em 2000), Bella Figura (Jirí Kylián – entrada no repertório – 2001), The Vertiginous Thrill of Exactitude e Approximate Sonata (William Forsythe), O zlozony / O composite Trisha Brown), Muriel Zusperreguy interpretou entre outros os papéis de “Anna II” em Les Sept péchés capitaux (Laura Scozzi – nova produção de 2001), de “Cathy” e de “Isabella” em Wuthering Heights (Kader Belarbi – estreia em 2002), de “filha” em A Sagração da Primavera (Paul Taylor), de “Amor” em Orphée et Eurydice (Pina Bausch – entrada no repertório em 2005), de “lua” em Caligula (Nicolas Le Riche – criação de 2005) e de Creúsa em O Sonho de Medeia (Angelin Preljocaj).
Desempenhou também papéis no “Pas de Deux” dos Vindimadores de Giselle, no “Pas de Trois” de Esmeraldas e no “casal solista” em Rubis/Jóias (George Balanchine), no ”Pas de Trois” do Lago dos Cisnes, as “Fadas gémeas” e o “Pássaro Azul” em A Bela Adormecida, a “Dama de Honor” e as “duas amigas” em Dom Quixote, o “Outono” em Cinderela (Rudolf Nureyev), o “Pas de Trois” de Paquita (Pierre Lacotte) e a « Serenada » em Suite en Blanc (Serge Lifar).
Durante os espectáculos “Bailarinos – Coreógrafos” da Ópera Nacional de Paris, Muriel Zusperreguy dançou em Q’amouressence (1999) e Hémisphères (2006), duas obras de Nicolas Noël.
Nas tournées com a Companhia, dançou em Itália, no Japão, nos Estados Unidos, em Bruxelas, no Líbano, (Baalbeck), no Brasil, na Grécia (Atenas), em Espanha, (Madrid, Barcelona) e na Austrália (Sydney).
É promovida a Primeira Bailarina no final do Concurso anual, a 20 de Dezembro de 2007.
Fora da Ópera: dançou com os grupos de Patrick Dupond (1996), de Manuel Legris (Salon de Provence no verão de 2000; na Arena de Nimes, em Baiona e em Fréjus em Julho de 2001; em Vicenza/Itália, em Angers, em Baux-de-Provence; no Japão 2004 e 2007) e com os grupos de José Martinez (Colorado / verão de 2002, na Suíça em 2004, nas Canárias em 2005, em Málaga em 2007). Também participa regularmente em galas em França.
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| + Nuno Pinto, clarinete |
Natural de Vila Real, Nuno Pinto estudou no Conservatório Regional de Gaia e na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, com Saul Silva e António Saiote, respectivamente.
Frequentou master classes com os clarinetistas Guy Dangain, Walter Boeykens, Howard Clug, António Saiote, Michel Arrignon, Robert Fontaine e Alois Brandhofer, em Portugal, França e Áustria. Frequenta o curso superior de clarinete no Conservatório Paul Dukas, em Paris, na classe de Michel Arrignon.
Foi laureado em diversos concursos em Portugal obteve o Prémio Especial concedido pelo grupo Boosey & Hawkes no Concurso Internacional de Clarinete “Ciudad de Dos Hermanas”, em Espanha.
Participou no 1º Congresso do Clarinete, realizado em Lisboa; no “ClarmeetOporto” – Congresso Internacional do Clarinete, em 1997 e 1999; no “Eurocass’97” - 1º Congresso Internacional de Clarinete e Saxofone realizado na Hungria; no “I Encontro de Clarinetistas do Norte Atlântico”; nos XX e XXI “Encontros Gulbenkian de Música Contemporânea”; no “Festival Déodat de Séverac”; e nos “Encontros de Música da Casa de Mateus”. Venceu na temporada 95/96, o concurso para ingresso na Orquestra Gulbenkian.
Foi solista, entre outras, com a Orquestra Clássica do Porto, Orquestra do Norte, e European Medical Students Orchestra. Colaborou ainda com o Ensemble Português de Clarinetes, Nova Orquestra de Câmara do Porto, Quarteto de Cordas de Lisboa e ainda Trivm de Palhetas e Clarinetes Ad Libitum, grupos dos quais é membro fundador.
Como clarinetista, tocou em estreias de obras de compositores como Cândido Lima, Virgílio Melo, Carlos Azevedo, Fernando Lapa, José Júlio Lopes, Carlos Caires, entre outros.
É professor de clarinete na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, no Porto e também no Conservatório Regional de Gaia.
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| + Olivier Messiaen |
Olivier Messiaen nasceu em Avignon a 10 de Dezembro de 1908 e morreu em Clichy, 27 de Abril de 1992. Foi compositor, organista e ornitologista.
Estudou no Conservatório de Paris. Entre os seus professores contaram-se P. Dukas, M. Emmanuel, Charles-Marie Widor e Marcel Dupré.
Foi designado organista na Igreja da Trinité de Paris em 1931, posto que ocupou até à sua morte.
Em 1941, Messiaen foi nomeado professor de harmonia e em 1966, professor de composição no Conservatório de Paris até à sua reforma em 1978.
Compôs ainda uma sinfonia (“Turangalîla-Symphonie”) que utiliza o instrumento denominado Ondas Martenot.
Na sua obra, de inspiração mística, a linguagem musical caracteriza-se por um ritmo novo e elementos exóticos. Para além do “Quarteto para o fim dos tempos” contam-se ainda: “As cores da cidade celeste”, “Vinte olhares sobre o menino Jesus”, “Cronocromia”, “Et expectro” e “Ressurrection em mortuorum”. Entre os seus alunos mais conhecidos estão Pierre Boulez, Yvonne Loriod (com quem viria a casar), Karlheinz Stockhausen e George Benjamin.
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| + Orquestra da Extremadura |
A Orquestra da Extremadura, criada pela Junta da Extremadura em 2000, deu o seu concerto inaugural a 27 de Outubro, na Basílica do Mosteiro Real de Santa Maria de Guadalupe, sob a batuta do seu Director Titular e Director Artístico, o maestro Jesús Amigo.
Desde então, tem desenvolvido uma grande actividade concertista, sobretudo na Comunidade da Extremadura, para além de actuações de destaque em salas no resto de Espanha, tais como o Auditório Nacional de Madrid, o Teatro Auditório de San Lorenzo del Escorial, o Auditório Manuel de Falla de Granada, o Centro das Artes Cénicas e da Música de Salamanca, o Auditório Príncipe Felipe de Oviedo, o Auditório Víctor Villegas de Múrcia ou o Teatro Lope de Vega de Sevilha; e em salas portuguesas (Centro Cultural de Belém e Teatro Nacional Dona Maria de Lisboa).
Como já vem sendo habitual, a Orquestra da Extremadura realiza o seu ciclo de concertos em Badajoz, Cáceres, Mérida e Plasencia, para além dos ciclos de concertos nas várias localidades da Extremadura, dos concertos didácticos para alunos, dos concertos em famílias, dos concertos especiais e das tournées fora da Comunidade Autónoma. Em apenas sete anos de actividade, já receberam excelentes críticas, tanto pela a programação como pela qualidade, graças à forma de como despertam entusiasmo do público.
O repertório habitual vai desde o século XVIII até à música contemporânea e o grupo tem mantido uma política de apoio à nova produção musical, através de um compromisso anual com compositores contemporâneos, encarregados de obras de carácter sinfónico que amplifique o património musical.
Assim, a Orquestra da Extremadura permitiu, ao longo do seu percurso, a estreia de muitas obras espanholas como: Pájaros Crepusculares de Tomás Marco, no Teatro Principal de Burgos (2001), La fuerza de la Tierra de Zulema de la Cruz (2002), no Teatro Romano de Mérida, a Sinfonia nº 2 em dois movimentos “Extremadura” de Carlos Cruz de Castro, no Grande Teatro de Cáceres (2003), a obra “Guadalupe Fantasia Sinfónica” de Miguel del Barco, no Mosteiro de Guadalupe (2003), a “Sinfonietta nº 2 Curvas del Guadiana”, de Tomás Marco e o “Concerto para violino e orquestra” de Salvador Brotóns, também no Grande Teatro de Cáceres (2004 e 2005 respectivamente), a Abertura Festiva de Cristóbal Halffter no Palácio de Congressos “Manuel Rojas” de Badajoz (2006) e a Sinfonia nº 3 de Salvador Brotóns, na versão longa, no Teatro Lope de Vega de Sevilha (2007). Desta maneira, o grupo manteve-se fiel a um dos seus principais objectivos: difundir a música espanhola dos nossos tempos.
Desde o início, a Orquestra soube conciliar uma actividade sinfónica “convencional”, com outros espectáculos mais audaciosos e inovadores, tal como o demonstra as suas colaborações com La Fura dels Baus, o Royal Ballet de Covent Garden de Londres, os “Títeres Per Poc”, Fernando Argenta, vários artistas Pop e Flamenco, ou os seus famosos concertos de música cinematográfica.
A Orquestra da Extremadura teve colaboradores tais como: Carlos Kalmar, José Ramón Encinar, Yeruham Scharovsky, Antoni Ros Marbá, Enrique García Asensio, Christopher Wilkins, Martin Sieghart, Tan Lihua, Marzio Conti, etc. e trabalhou com célebres solistas: Maria João Pires, Pepe Romero, Joaquín Achúcarro, Radovan Vlatkovic, H.Schellenberger, Ara Malikian, Asier Pólo, Matt Haimovitz, María Orán, Jorge Luis Prats, Gerard Caussé, Sergio Azzolini, Alexandre da Costa, e etc. que permitiram o desenvolvimento da qualidade da Orquestra.
A Orquestra da Extremadura apresentou o seu primeiro disco em 2005, com obras dos compositores portugueses Luís de Freitas Branco e Joly Braga Santos e do violinista Alexandre Da Costa. Esta gravação foi eleita o melhor disco do ano de música clássica em várias revistas internacionais. Foi também nomeada para os célebres prémios canadenses, os «Juno». Em breve será lançado um CD ao vivo com o pianista Jorge Luis Prats, CD que incluirá os dois concertos de Shostakovich. Além disso, estão a ser elaborados um novo CD com o violinista Orfeo Mandozzi e um novo registo com Alexandre da Costa.
A Fundação Orquestra da Extremadura, da qual fazem parte a Junta da Extremadura, o Concelho Provincial de Badajoz, o Concelho Provincial de Cáceres, a Caja de Ahorros de Extremadura, a Universidade de Extremadura e a Fundação Los Santos, apoia o desenvolvimento da música como actividade cultural na Comunidade Autónoma da Extremadura.
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| + Orquestra de Câmara de Praga |
Foi o espírito de iniciativa de vários solistas que lançou os pilares para a Orquestra de Câmara de Praga, quando vários artistas que tocavam na Orquestra Sinfónica da Rádio Checoslovaca se juntaram para formar um pequeno ensemble melhor adequado ao seu novo programa, que até então se centrava, em larga medida, na música mais antiga da Boémia, como ficou claro na primeira gravação do conjunto, o Quarteto orquestral de Karel Stamic, com data de Outubro de 1951. O repertório deste tipo de conjunto baseia-se, essencialmente, na herança clássica (Haydn, Mozart e os primórdios de Beethoven), mas também encontra inspiração no High Baroque (Bach, Händel, Vivaldi). Contudo, a instrumentação da orquestra encontra-se no início do Romantismo e, com bastante frequência, em trabalhos de compositores do século XX. Uma parte inseparável do repertório é, naturalmente, com peças de mestres da Boémia, como Michna, Zelenka, Stamic, Benda, Dušek, Myslivecek, Vanhal, Koželuh, Vranický, Rejcha, Jírovec, Voríšek, etc. Ao passo que os favoritos da orquestra incluem, naturalmente, Dvorák, Janácek e também Martinu, o conjunto também executa músicas de vários compositores contemporâneos, muitas delas compostas especificamente para o conjunto. O impressionante registo da Orquestra de Câmara de Praga ao longo do último meio século, deixou uma marca única na cena dos concertos nacionais e internacionais. Em média, o conjunto efectua, anualmente, 80 concertos. No entanto, cerca de quatro quintos de todos os concertos são no estrangeiro. Para além de ser presença assídua em diferentes partes da Europa, incluindo festivais com o de Biarritz, o Festival Rheingau e a Mozartfest, em Würzburg, a orquestra também transpõe o oceano e efectuou já seis grandes digressões pela América Latina, 14 pelos Estados Unidos e Canadá e seis no Japão. Recentemente, tocou, com grande elogio, na República da Coreia, Malásia e Singapura. Ao longo dos 50 anos de existência, o conjunto gravou vários trabalhos com a Supraphon, Denon, BMG, Decca, Telarc e outras marcas, e a sua longa discografia valeu-lhes vários prémios célebres, como o Suprahon's Golden Disc, o Wiener Flötenuhr e o Grand Prix du Disque Académie Charles Cros.
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| + Orquestra do Algarve |
A Orquestra do Algarve (OA) estreou-se no Festival Internacional de Música do Algarve em 2002.
Destinada a dotar a Região de um equipamento cultural de elevado nível artístico, a OA desenvolve uma actividade multifacetada, realizando concertos para as populações locais e turistas, digressões nacionais e internacionais, e ainda edições discográficas para etiquetas internacionais. Desenvolve ainda uma acção pedagógica junto das camadas etárias escolares e uma acção formativa profissionalizante de jovens músicos.
Inicialmente o seu director artístico e maestro titular foi Álvaro Casutto, e posteriormente Osvaldo Ferreira, sendo o cargo exercido actualmente por Cesário Costa.
Durante a sua breve, mas já importante, actividade cultural, a Orquestra do Algarve tem sido dirigida por maestros de envergadura internacional, como Joji Hattori, Wolfgang Czeipek, Thomas Kalb, Joel Levine, Nino Lepore, Alexander Polishchuk, Stuart Stratford, Nikolay Lalov, Laurent Wagner, Jesus Amigo, Vasily Petrenko, Josep Caballé-Domenech, entre outros, e conta já com a colaboração de muitos maestros portugueses, tais como, Vasco Pearce de Azevedo, Joana Carneiro, Ferreira Lobo e Alberto Roque.
A Orquestra já gravou diversos CD’s para as etiquetas Naxos, Marco Polo e Numérica. Em Novembro de 2006, lançou o seu quinto CD, duplo, de edição própria, com obras de Mozart.
A OA participou em vários Festivais Internacionais de Música, e apresentou-se também em Lisboa, nas salas do Teatro de São Luiz, Palácio Nacional da Ajuda, Sala do Senado da Assembleia da República, Teatro Nacional D. Maria II e em Sintra, no Auditório Olga Cadaval.
Em Abril de 2004, realizou a sua primeira digressão internacional, apresentando-se em Itália (Milão, Pavia, Sondrio, Vercelli e Voghera), seguindo-se Espanha, em Junho do mesmo ano, e Bruxelas (Bélgica) em Setembro de 2006. Em Março de 2007, a OA fez uma digressão a Viena de Áustria, tendo tocado no Auditório da Radiotelevisão Austríaca – RadioKulturhaus.
Em Dezembro de 2007, foi convidada para um concerto de celebração da assinatura do Tratado de Lisboa, no Parque das Nações. Destaque, ainda, para a parceria com outras orquestras, como a do Norte.
Ainda no mesmo ano, a OA concedeu, conjuntamente com a companhia de dança inglesa Henri Oguike Dance Company, um espectáculo combinado de música e bailado, assim como a encenação da ópera “O Empresário” numa parceria com a ACTA – Companhia de Teatro do Algarve.
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| + Osvaldo Ferreira, Maestro |
Osvaldo Ferreira concluiu o Curso Superior de Violino pelo Conservatório de Música do Porto, sendo-lhe atribuído nesse ano, pela Fundação Engenheiro António Almeida, o prémio de melhor aluno. Foi posteriormente bolseiro do Ministério da Cultura e da Fundação Calouste Gulbenkian, concluindo o Mestrado em Direcção de Orquestra em Chicago e pós-graduação no Conservatório de São Petersburgo, na classe de Ilya Mussin.
Laureado em 1999 no Concurso “Sergei Prokofiev”, na Rússia, recebeu do maestro David Zinman uma “Fellowship” do “Aspen Music Festival”, nos EUA, onde frequentou a American Conductors Academy e recebeu o prémio “Academy Conductor” em 2001. Foi assistente de Claudio Abbado em Berlim e Salzburgo.
Maestro convidado regular de todas as principais orquestras e festivais de música de Portugal, dirigiu importantes orquestras na Rússia, na Europa Comunitária, no Brasil e nos Estados Unidos da América. Gravou para a RTP, a RDP e a Editora Numérica.
A lista de músicos com quem colaborou inclui muitos dos mais importantes nomes da música portuguesa e internacional.
Nas últimas temporadas, teve um papel activo na apresentação de várias óperas. Destaque para a estreia da versão moderna e revista da ópera “La donna de genio volubile” de Marcos Portugal, “Don Giovanni” e “Il Impresario” de Mozart e “Madama Butterfly” de Puccini.
Com a Camerata de Musica Antiqua de Curitiba, apresentou a obra integral “Weihnachtsoratorium” de J. S. Bach e com a Orquestra do Algarve, apresentou um ciclo de Missas de Mozart que incluiu o “Requiem”.
Desde há cinco anos, dirige o concerto dos laureados do “Concurso Jovens Músicos da RDP”, com gravação e transmissão pela RTP e Antena 2.
Desde 1997, exerce diversas actividades ligadas a importantes festivais, tais como, fundador e director artístico do Festival de Música de Santa Maria da Feira, director artístico do festival Unicamp, no Brasil, director da Orquestra do Festival Internacional de Música de Viana do Castelo e da Oficina de Música de Curitiba.
Desde 2003, é o Maestro Titular da Orquestra da Póvoa de Varzim, um projecto original e apoiado pelo Instituto das Artes que em breve irá editar o 4.º CD com obras sinfónicas de autores portugueses contemporâneos.
Em Setembro de 2005, foi convidado a assumir o lugar de Maestro Titular da Orquestra do Algarve, cargo que manteve até Dezembro de 2007. O seu trabalho como Maestro Titular da Orquestra do Algarve valeu-lhe os mais rasgados elogios da crítica e das instituições da região. A criatividade da programação e o seu poder de comunicação levaram à criação de novos públicos e de audiências mais entusiastas.
Em 2006 celebrou o “Ano Mozart” com a gravação de um CD duplo com obras deste compositor. Os concertos realizados em Bruxelas e Viena, com a Orquestra do Algarve, deixaram igualmente uma marca de sucesso e qualidade no público e na crítica dessas cidades.
Em 2007 foi convidado pela Região de Turismo do Algarve para assumir a direcção artística do Festival Internacional de Música do Algarve. Esta nova realidade é assumida por Osvaldo Ferreira como uma actividade a tempo integral, onde pretende criar um rumo criativo e inovador para as próximas edições.
No ano de 2008 a sua actividade iniciou-se no Brasil com a participação na Oficina de Música de Curitiba, passando também pela Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Gulbenkian, Orquestra da Fundação de Belo Horizonte, Orquestra da Extremadura de Espanha, Orquestra de Câmara de Praga e Orquestra de Novosibirsk, entre outros projectos.
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| + Pedro Burmester, piano |
Pedro Burmester nasceu no Porto. Foi durante dez anos aluno de Helena Costa e terminou o Curso Superior de Piano do Conservatório do Porto com 20 valores em 1981. Posteriormente, deslocou-se aos EUA onde trabalhou entre 1983 e 1987 com Sequeira Costa, Leon Fleicher e Dmitri Paperno. Paralelamente, frequentou master classes com pianistas como Karl Engel, Vladimir Ashkenasy, T. Nocolaiewa e E. Leonskaya.
Ainda muito novo, foi premiado em diversos concursos, destacando-se o prémio “Moreira de Sá”, o 2º prémio “Vianna da Motta” e o prémio especial do júri no concurso “Van Cliburn” nos Estados Unidos.
Iniciou a sua actividade concertística aos 10 anos de idade e, desde então, já realizou mais de 1000 concertos a solo, com orquestra e em diversas formações de música de câmara, em Portugal e no estrangeiro. Participou em todos os festivais de música portugueses. No estrangeiro são de realçar apresentações em La Roque d’ Anthéron, na “Salle Gaveau”, no Festival de Flanders, na Frick Collection e 92nd Y em Nova Iorque, na Filarmonia de Colónia, na Gewandhaus de Leipzig, na casa Beethoven em Bona e no Concertgebouw em Amesterdam.
Em 1997/98, Pedro Burmester actuou na Europa, América do Sul e do Norte, África e Austrália, onde realizou uma tournée com a prestigiada Australian Chamber Orchestra.
Pedro Burmester tem vindo, nos últimos anos, a dedicar-se também à música de câmara. Mantém há 10 anos um duo com o pianista Mário Laginha e actua regularmente com os violinistas Gerardo Ribeiro e Thomas Zehetmair, com os violoncelistas Anner Bylsma e Paulo Gaio Lima e com o clarinetista António Saiote.
Mais recentemente, formou um grupo de pianos e percussões que tem actuado com grande sucesso em diversos festivais e concertos em Portugal.
A sua discografia inclui três CD’s a solo com obras de Bach, Schumann e Schubert, um disco em duo com Mário Laginha e três gravações com a Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Em 1998 foi editado um novo CD a solo com obras de Chopin. Em 1999 gravou as 10 sonatas para violino e piano de Beethoven com o violinista Gerardo Ribeiro. No total, gravou uma dezena de CD’s.
Foi, durante 10 anos, professor na Escola Superior de Música (ESMAE) no Porto.
Exerce actualmente as Funções de Director Artístico e de Educação na Casa da Música, projecto que ajudou a criar e a implementar.
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| + Ricardo Castro, piano |
Nascido em Vitória da Conquista, Bahia, Ricardo Castro começou espontaneamente a tocar piano aos três anos de idade. Aos cinco anos foi admitido excepcionalmente nos Seminários de Música de Salvador.
Aluno brilhante de Esther Cardoso deu o seu primeiro recital aos oito anos de idade e tocou com a Orquestra da UFBa o “Concerto em Ré Maior” de Haydn aos 10 anos.
Em 1984 Ricardo Castro foi com recursos próprios estudar na Europa. Entrou no Conservatório Superior de Música de Genebra na classe de virtuosos de Maria Tipo e na classe de regência de Arpad Gerecz.
Obteve o primeiro lugar dos concursos “Rahn” em Zurique (1985) e “Pembaur” em Berna “1986” e recebeu do conservatório de Genebra em 1987, o "Premier Prix de Virtuosité avec Distinction et Félicitations du Jury". No mesmo ano venceu (ex-aequo) o “Concurso Internacional da ARD” de Munique, dando assim o primeiro impulso na sua carreira a nível internacional. Completou posteriormente os seus estudos de piano em Paris com Dominique Merlet.
Em 1993, ficou em primeiro lugar no "Leeds International Piano Competition" no Reino Unido, o primeiro vencedor latino-americano da prova.
Radicado na Suíça, deu concertos com orquestras como BBC Philharmonic de Londres, English Chamber , Academy of St. Martin in the Fields, City of Birmingham Symphony, Tokyo Philharmonic, Orchestre de la Suisse Romande e Mozarteum de Salzburg. Entre os maestros com quem colaborou, destacam-se Sir Simon Rattle, Yakov Kreizberg, John Neschling, Kazimierz Kord, Gilbert Varga, Alexander Lazarev e Michioshi Inoue.
Iniciou em 2003 uma colaboração em duo com a pianista Maria João Pires, numa série de recitais nas mais importantes salas de concerto da Europa, entre as quais Konzerthaus em Viena, Palau de la Música em Barcelona, Alte Oper de Frankfurt, Auditório Nacional de Madrid, Théâtre des Champs Elysées, Concertgebouw de Amsterdão e Tonhalle de Zurich. Em Janeiro de 2005 foi lançado o primeiro CD do duo pela Deutsche Grammophon com obras a solo e a quatro mãos de Franz Schubert.
Ricardo Castro já gravou vários discos para a Arte Nova - BMG com obras de W. A. Mozart, Manuel De Falla, Franz Liszt e um box de 5 cds "Master Pieces" dedicado a Fréderic Chopin nas comemorações dos 150 anos da morte do compositor.
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| + Valentina Varriale, soprano |
Tendo o diploma com a nota mais alta do Conservatório S. Pietro a Majella de Nápoles, Valentina Varriale começou muito jovem a carreira de solista e em 2001 participou em duas produções do “Autunno Musicale” do Teatro San Carlo, realizando, como membro do coro “Mysterium Vocis”, algumas intervenções solistas na ópera Quarant’ore: Mottetti di Padre Erasmo de Bartoli.
Interpretou o papel de “Messo” em Statira, Principessa di Persia, de F. Cavalli, primeira apresentação da “Cappella della Pietà de'Turchini”, sob a direcção do maestro A. Florio (gravação Opus 111 – Naïve). Também colaborou com Rinaldo Alessandrini nos festivais concertistas em Ambronay.
Em 2004, ganhou a primeira edição do Concurso Internacional da música barroca “Francesco Provenzale” e recentemente cantou no papel de “Armindo” em Partenope de Haendel, sob a direcção de A. Florio, ópera apresentada no Festival de Beaune e na Cité de la Musique em Paris.
Em Agosto de 2005, colaborou com os “Sonatori della Gioiosa Marca”, actuando no Stabat Mater de Pergolesi.
Participou recentemente na produção de La Betulia Liberata de Mozart, sob a direcção do maestro Florio, obra apresentada nos festivais de Beaune e de Santiago de Compostela.
Valentina Varriale tem um interesse particular no repertório vocal dos séculos XVII e XVIII e aperfeiçoa o canto barroco com o soprano Roberta Invernizzi.
O Requiem de F. Provenzale (Registo Opus 111-Naïve) faz parte dos seus projectos.
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| + Yang Liu, violino |
"O melhor entre os melhores!" – É desta forma que o “Beijing Tonight” rotula o violinista Yang Liu, que combina um impressionante domínio da técnica com uma musicalidade sublime nas suas actuações, que lhe valeram vários prémios na Ásia, EUA e Europa. Foi um dos vencedores da Competição Nacional de Violino da China e da 12.ª Competição Internacional Tchaikovsky, em Moscovo.
Nascido em Tsingtao, China, Yang Liu estrou-se em concertos aos 10 anos, executando a Sarasate’s Zigeunerweisen, com a NHK Orchestra, em Tóquio, e também actuou no Concerto de Violino de Tchaikovsky, num concerto transmitido pela televisão, com a Orquestra Filarmónica Central de Beijing, onde atraiu a atenção do célebre professor de violino Yao-Ji Lin. Começou a estudar com Lin no Conservatório Central de Música de Beijing, e, pouco depois, começou a actuar como solista a nível internacional. As suas digressões levaram-no até Hong Kong, Taiwan, Alemanha, França, Suíça, Áustria, Rússia, Grécia, China, Egipto e EUA. Em busca de outro desenvolvimento musical, Yang mudou-se para os EUA em 1998, e continuou os seus estudos com Dorothy DeLay e Kurt Sassmannshaus no College-Conservatory of Music, em Cincinnati.
Em 2002, Yang Liu estreou-se nos EUA com a Orquestra Sinfónica de Atlanta, que lhe valeram três noites de ovações em pé pelas actuações do Primeiro Concerto de Violino de Paganini. A este sucesso seguiram-se actuações com a Orquestra Sinfónica de St. Louis, conduzida pelo maestro Robert Spano; a Orquestra Sinfónica de Hagen, Alemanha; a Orquestra Sinfónica de Cincinnati; a Orquestra de Câmara de Cincinnati; a Oregon East Symphony; a Orquestra Sinfónica TsingTao e a Orquestra Sinfónica de Jinan, da China. O seu reportório inclui músicas desde o período Barroco até trabalhos mais contemporâneos.
Yang Liu tem sido solista frequente no Festival de Música de Aspen e da Starling Chamber Orchestra de Cincinnati, com quem efectuou duas digressões pela China. Actuou também no vídeo educacional da Starling, Classical Quest, que lhe valeu um Emmy. Estreou-se a gravar com "Song of Nostalgia", que unanimemente aclamado pela crítica. O disco representa o seu enorme interesse pela música, incluindo alguns dos temas mais difíceis escritos para violino e a música tradicional chinesa. Este trabalho, bem como muitas das suas actuações ao vivo, são muitas vezes transmitidos na Rádio Nacional Pública.
Desde que se fixou em Chicago, em 2004, Yang Liu actuou como solista com a Highland Park Strings e nos recitais transmitidos ao vivo da Dame Myra Hess Memorial Concert Series, deu entrevistas e actuou ao vivo na WFMT e New Life Radio, para além de ter actuado no concerto de abertura no America Film Festival. Nas suas actividades mais recentes incluem-se recitais, master classes, e concertos no Kenney Center, Ravinia, Universidade Roosevelt, Northeastern Illinois University, no Musicorda Music Festival, em Massachusetts, no Festival Internacional de Música do Brasil, no festival Internacional de Música da Grande Muralha, em Beijing, e com a Orquestra de Cãmara do Wisconsin.
Actualmente, Liu toca com o Antonio Stradivari "Lady Tennant", construído em 1699 e generosamente cedido pela Stradivan Society and Bein and Fushi Rare Violins. Para além da sua agenda preenchida de concertos, Yang Liu juntou-se aos membros do College of Performing Arts, da Universidade Roosevelt, em Chicago. É também um dos fundadores do novo grupo de Câmara, Momento Virtuosi.
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